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CONTEÚDO 9º ANO

- FORMAÇÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA

- FATORES QUE LEVARAM À 1ª GUERRA MUNDIAL

- REPÚBLICA VELHA NO BRASIL (1889 - 1930)

- 1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918)

- REVOLUÇÃO RUSSA (1917)

- CRISE DE 1929

- FORMAÇÃO DOS REGIMES TOTALITÁRIOS

- A ERA VARGAS (1930-1945)

- FATORES QUE LEVARAM À 2ª GUERRA

- 2ª GUERRA MUNDIAL

- NOVA REPÚBLICA BRASILEIRA (1945-1964)

- GUERRA FRIA

- GOVERNOS CÍVICO-MILITARES NO BRASIL (1964-1985)

- REDEMOCRATIZAÇÃO (1985-2022)

- CONTEXTOS INTERNACIONAIS (1990-2022)

*Obs: Clique nos títulos dos textos e assista a documentários sobre os temas.

Uma República em construção

A EMERGÊNCIA DA REPÚBLICA’

  1. No final do século XIX cresceu a insatisfação com a monarquia de Dom Pedro II.

  2. Militares, fazendeiros e setores urbanos passaram a defender a república.

  3. O modelo republicano foi inspirado principalmente nos Estados Unidos.

  4. A elite agrária queria mais autonomia política e econômica.

  5. A abolição da escravidão (1888) enfraqueceu o apoio dos fazendeiros ao imperador.

  6. O regime monárquico perdeu apoio político e militar.

  7. Proposta de reforma agrária (redistribuição das terras para otimizar a produção)
     

 

OS CONFLITOS COM A IGREJA

  1. O Império mantinha forte controle sobre a Igreja Católica.

  2. Bispos começaram a desafiar a autoridade do governo imperial.

  3. Houve punição e prisão de bispos pelo Estado.

  4. O episódio ficou conhecido como Questão Religiosa.

  5. Isso gerou desgaste entre Igreja e monarquia.

  6. Parte do clero passou a apoiar o fim da monarquia.
     

 

A QUESTÃO MILITAR

  1. O Exército ganhou prestígio após a Guerra do Paraguai.

  2. Militares passaram a exigir maior participação política.

  3. Muitos oficiais adotaram ideias republicanas e positivistas.

  4. O governo imperial reprimia manifestações políticas dos militares.

  5. Isso gerou conflitos entre o Exército e o governo.

  6. Os militares tornaram-se protagonistas na queda da monarquia.
     

 

A DESCONFIANÇA DE SETORES DA SOCIEDADE

  1. Parte da população não confiava no novo regime republicano.

  2. Muitos brasileiros ainda defendiam a monarquia.

  3. Camadas populares ficaram excluídas da política.

  4. O voto era restrito e controlado pelas elites.

  5. A mudança de regime ocorreu sem participação popular.

  6. Isso gerou instabilidade política no início da república.
     

 

O GOLPE DE 15 DE NOVEMBRO

  1. Em 15 de novembro de 1889 ocorreu o golpe que derrubou a monarquia.

  2. O movimento foi liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca.

  3. Dom Pedro II foi deposto e enviado para o exílio.

  4. Foi proclamada a República no Brasil.

  5. Instalou-se um governo provisório militar.

  6. A mudança ocorreu sem grande mobilização popular.
     

 

A REPÚBLICA DA ESPADA (1889–1894)

  1. Período governado por militares.

  2. Presidentes: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.

  3. Foi criada a primeira Constituição republicana (1891).

  4. Implantação do sistema presidencialista e federalista.

  5. Houve revoltas e instabilidade política.

  6. O período terminou com a ascensão das oligarquias civis.

- Deodoro da Fonseca (1891)

   * Ameaçou a população se não fosse eleito e assim se tornou presidente, ficando Floriano Peixoto como vice.

   * Entrou em conflito com o parlamento por discordar do número de monarquistas nomeados ministros pelo congresso. Desta forma tentou dar um golpe de Estado fechando o congresso.

   * Custodio de Melo liderou a Revolta da Esquadra (também chamada 1ª Revolta da Armada) em contrarresposta ao Marechal Deodoro..

   * Deodoro decidiu renunciar à presidência para evitar uma guerra civil aos nove meses de governo deixando o cargo para o Marechal Floriano, seu vice.

- Floriano Peixoto (1891 - 1894)

   * Assumiu e logo precisou conter revoltosos que queriam a volta de Deodoro ao poder.

   * Enfrentou também em seu governo duas revoluções: a Federalista e a da Armada.

   * Entregou o governo mais forte e estável para o presidente eleito Prudente de Morais.

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REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893-1895)

  • Contexto político:
    Conflito no Rio Grande do Sul logo após a Proclamação da República. Disputa entre dois projetos: centralização do poder vs. maior autonomia dos estados.

  • Grupos em conflito:
    – Pica-paus (republicanos): apoiavam o governo de Júlio de Castilhos.
    – Maragatos (federalistas): defendiam menos poder central e mais autonomia estadual.

  • Principais lideranças:
    – Federalistas: Gaspar da Silveira Martins (líder político) e Gumercindo Saraiva (líder militar).
    – Republicanos: Júlio de Castilhos e apoio do governo federal de Floriano Peixoto.

  • Características da guerra:
    Conflito extremamente violento, com combates no sul do Brasil. Ficou marcado por práticas brutais como a degola de prisioneiros.

  • Importância de Bagé:
    Bagé foi área estratégica e palco de combates, servindo como ponto de passagem e disputa entre tropas. A cidade teve papel relevante no controle da região sul e das rotas militares.

  • Consequências:
    Vitória dos republicanos (pica-paus), fortalecimento do governo de Júlio de Castilhos e consolidação de um modelo político mais centralizado no estado.

 

REVOLTA DA ARMADA (1893-1894)

  • Rebelião da Marinha contra o governo de Floriano Peixoto.

  • Contestação da legalidade do governo (Floriano não convocou eleições).

  • Frota naval ameaça bombardear o Rio de Janeiro.

  • Liderança de Custódio de Melo e Saldanha da Gama.

  • Parte da Marinha se alia aos federalistas no Sul.

  • Governo reprime com força → derrota dos revoltosos e consolidação do poder presidencial.

A REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1894–1930)

1) Base do poder: elite agrária dominando o Estado

– Economia baseada no café (principalmente SP)
– Poder concentrado nas elites rurais
– Estado serve aos interesses dessas elites

- não era “república do povo”, era república dos fazendeiros.

 

2) Política do café com leite (acordo de poder)

– Alternância de presidentes entre SP (café) e MG (pecuária/leite)
– Garantia de estabilidade entre elites

- Não era eleição livre — era acordo entre grupos dominantes.

 

3) Coronelismo (controle local do voto)

– “Coronéis” controlavam a população local
– Troca de favores por votos
– Fraudes eleitorais comuns

- Aqui está o núcleo do sistema: voto não era livre, era controlado.

 

4) Política dos governadores (engrenagem do sistema)

– Presidente apoia governadores
– Governadores garantem apoio no Congresso
– Coronéis garantem votos

- Coronel → governador → presidente.

 

5) Exclusão política da maioria

– Voto aberto (sem sigilo)
– Mulheres não votavam
– Analfabetos não votavam
– Pobres sem participação real

- Democracia formal, mas sem participação popular efetiva.

 

6) Crises e desgaste do sistema

– Crise do café (especialmente após 1929)
– Revoltas sociais e militares (tenentismo)
– Insatisfação urbana crescente

- O sistema começa a ruir por dentro.

 

7) Ruptura: fim da República Oligárquica

– Eleição contestada de 1930
– Quebra do acordo SP–MG
– Chegada de Getúlio Vargas ao poder

- Não caiu por evolução — caiu por ruptura política

8)Presidentes da República Oligárquica (1894–1930)

1. Prudente de Morais (1894–1898)
– Primeiro presidente civil
– Consolida o poder das oligarquias

2. Campos Sales (1898–1902)
– Cria a política dos governadores
– Ajuste econômico (Funding Loan)

3. Rodrigues Alves (1902–1906)
– Reformas urbanas no RJ
– Contexto da Revolta da Vacina

4. Afonso Pena (1906–1909)
– Incentivo à imigração e expansão econômica

5. Nilo Peçanha (1909–1910)
– Assume após morte de Afonso Pena

6. Hermes da Fonseca (1910–1914)
– Governo marcado por revoltas (Chibata)

7. Venceslau Brás (1914–1918)
– Período da Primeira Guerra Mundial

8. Delfim Moreira (1918–1919)
– Governo interino por doença do titular eleito

9. Epitácio Pessoa (1919–1922)
– Eleito fora do eixo tradicional (PB), mas alinhado às elites

10. Artur Bernardes (1922–1926)
– Forte repressão (estado de sítio)
– Contexto do tenentismo

11. Washington Luís (1926–1930)
– Quebra da política do café com leite
– Crise final do sistema

12. Júlio Prestes (não tomou posse)
– Eleito, mas impedido pela revolução

Principais Revoltas da República Oligarquica:

 

Guerra de Canudos (1896–1897)
– Líder: Antônio Conselheiro
– Sertão da Bahia
– Comunidade religiosa vista como ameaça pela República
– Resultado: massacre total pelo Exército

 

Guerra do Contestado (1912–1916)
– Sul (SC/PR)
– Disputa por terras + messianismo (monge José Maria)
– Envolve camponeses expulsos por ferrovia/empresas
– Resultado: repressão violenta

 

Revolta da Vacina (1904)
– Rio de Janeiro
– Contra vacinação obrigatória imposta de forma autoritária
– Contexto: reformas urbanas expulsando pobres
– Não é “anti-ciência pura”; é reação à violência estatal

 

Revolta da Chibata (1910)
– Líder: João Cândido
– Marinheiros contra castigos físicos (chibatadas)
– Resultado: promessa de anistia → depois repressão

 

Tenentismo (década de 1920)
– Jovens oficiais contra corrupção e “política do café com leite”
– Defesa de voto secreto e moralização

 

18 do Forte (1922)
– Levante simbólico no RJ → esmagado

 

Coluna Prestes (1925–1927)
– Líder: Luís Carlos Prestes
– Marcha pelo interior do Brasil (25 mil km) denunciando o regime e enfrentando corrupção e coronelismo.

Semana de Arte Moderna (1922)

– Acontece em São Paulo, no Theatro Municipal de São Paulo
– Marca simbólica do início do Modernismo no Brasil
– Participação de figuras como: Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Anita Malfatti

- Foi vaiada. Isso já diz tudo: ruptura cultural real.

– Romper com o modelo europeu (parar de copiar)
– Criar uma identidade brasileira
– Valorizar cultura popular, linguagem simples, cotidiano
– Questionar o “bom gosto” da elite

– Semana de 1922 inicia o Modernismo

– Rompimento com padrões europeus

– Busca por identidade brasileira

– Crítica à elite tradicional

– Vaias mostram choque cultural

– Parte da crise geral que leva a 1930

REVOLUÇÃO DE 1923


=> Ocorrida durante o governo de Bernardes, tinha uma causa forte: Borges de Medeiros estava no governo do estado há 25 anos, sem oposição.
=> Os maragatos, liderados por Assis Brasil, vem a fazer oposição a Borges, propunham uma forma liberal e democrática de governo.
=> Os seguidores de Borges pretendiam uma reforma centralizada e autoritária, visando sua perpetuação no poder.
=> O presidente declara apoio a Assis Brasil e em 14 de novembro é firmado o Pacto de Pedras Altas, onde  estabelecia o último mandato de Borges bem como a modificação da constituição de 1891, visando impedir a reeleição de governadores e presidentes.


A REVOLUÇÃO DE 1930


=> “Façamos a Revolução antes que o povo a faça”.
=> De acordo com o processo de Café com Leite, Antonio Carlos, de Minas deveria ser o novo presidente, porém foi indicado o nome do paulista Julio Prestes, causando rompimento da política de sucessão.
=> MG se une ao RS e PB para formar a Aliança Liberal, oposicionista.
=> A Aliança lançou o nome de Getúlio Vargas (ex- ministro da fazenda) para a presidência e João Pessoa para vice.
=> Aliança Liberal + Tenentes + Proletariados do Partido Democrático
=> Os tenentes queriam um golpe militar, mas a Aliança decidiu esperar as eleições.
=> Julio Prestes vence as eleições e João Pessoa é assassinado na Paraíba, fazendo assim com que a revolução estourasse.
=> A única resistência foi em SP, mas logo se desfez, pois não tinha forças para parar o resto do país.

=> Em 24/10 Washington é deposto e é formada a Junta Pacificadora para acalmar os ânimos da revolução, já vencida.
=> Em novembro de 1930 Getúlio assume a presidência.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914 – 1918)

 

=> Partilha da África (1885):  O continente africano foi partilhado entre as potências da Europa e Estados Unidos com o proposito de que ajudariam o continente a se desenvolver, no entanto, o que aconteceu foi a exploração do território em favor da industria europeia realizando o que ficou conhecido como APARTHEID na maioria dos países, guerras sangrentas, dominio, aumento da pobreza e roubo das riquezas de muitos dos países africanos que demoraram quase um século para retomar a sua independência e ainda hoje sofrem para conseguir reerguer-se após o massacre sofrido.

=> Causas da 1ª Guerra:

   * Imperialismo, pós segunda revolução industrial por parte das grandes potências mundiais como Alemanha, Inglaterra, Rússia, Japão e França.

   * Revanchismo Francês após a Guerra Franco-Prussiana (guerra que marcou a unificação alemã e derrotou o império de Napoleão III da França, tendo como consequência o domínio do território da Alsácia Lorena pelos alemães).

   * Pan-eslavismo apoiado pelos Russos (ideia de unificar todos os povos de língua eslava).

   * Rivalidades industriais – Alemanha x Inglaterra

   * Rivalidades econômicas – França x Alemanha e Áustria x Rússia

   * Rivalidades nacionais entre Alemanha e Rússia.

   * Nacionalismo Sérvio.

   * Sistema de Alianças entre os países envolvidos: Triplice Entente (Inglaterra, França e Russia) x Triplice Aliança (Alemanha, Austria Hungria e Italia)

   * Militarismo - sede por testar os novos armamentos frutos da revolução na indústria.

 

=> Consequências:

   * Tratado de Versalhes, com muitas imposições a Alemanha, como:

      - Entregas de territórios

      - Obrigação de doar materiais para a construção de maquinas.

      - Obrigação de entregar todas as armas existentes no país

      - Obrigação de reconstruir tudo que havia destruído durante a guerra, que era financeiramente incalculável.

=> Fim das últimas monarquias que se transformaram em repúblicas.

=> Tratado de Saint-Germain, que obriga a Áustria a reconhecer os novos estados e cede a Itália as regiões de Trieste, Tirol, Trentio e Istria.

=> Formação da Liga das Nações (que virá a ser a ONU, depois) para a resolução de problemas de guerra.

=> Rompeu o equilíbrio econômico europeu.

=> Faliu o liberalismo econômico e fortaleceu o protecionismo e individualismo nacional econômico.

=> Inglaterra e Alemanha entram em crise econômica fortíssima.

=> Enriquecimento dos EUA, que virou credor da Europa.

=> Decadência da Classe Média, prestígio da elite financeira e depreciação do trabalho intelectual.

=> Surgimento do Nazismo e do Fascismo.

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REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917

       A Rússia era um império controlado pelo Czar Nicolas II, da dinastia Romanov, que administrava o território em um sistema muito semelhante ao feudalismo da Idade Média em pleno século XX no maior país da Europa. Enquanto ele e a nobreza detinham muita riqueza, a população amargava e uma miséria extrema em um país basicamente agrário e totalmente desendustrializado em um momento histórico onde as grandes potência esbanjavam dinheiro com suas industrias crescentes. 

        Desde 1905 começaram constantes revoltas contra esse sistema vigente no território. Assim como na França de 1789, o povo também reclamava dos valores elevados gastos com guerras, principalmente com Japão (guerra russo-japonesa - 1904 a 1905). Com a derrota na guerra ocorreu a chamada revolução de 1905. A partir deste momento que os trabalhadores se organizaram em um único partido chamado Partido Operário Social-Democrata, que era dividido em duas correntes: os mencheviques, que eram a minoria, defendiam que a chegada ao poder deveria ser aos moldes da burguesia, através das eleições, que deveria organizar o Estado para depois fazer a transição a um sistema político socialista; e os bolcheviques, que eram a maioria, liderados por Vladmir Lenin, que pensavam que a revolução já deveria ser feita pelos próprios trabalhadores, inclusive com armas se necessário, e instalar-se-iria prontamente um sistema político socialista.

          Com o início da Primeira Guerra Mundial, novamente a Russia esteve presente, apoiando Inglaterra e França, gastando valores com guerra e ainda perdendo importantes batalhas. Devido ao "fiasco" na guerra e a quebra nos cofres russos os bolcheviques começaram rebeliões ao redor do país causando a renuncia de Nicolas II em fevereiro de 1917 (revolução branca) e, em seguida, em outubro, tomaram o palácio assumindo o poder da Russia e nomeando Lenin o primeiro governante da nova república (revolução vermelha).

             Ocorreu uma fraca oposição ao novo governo, estourando uma guerra civil que foi vencida pelos Bolcheviques. A guerra resultou no assassinato de Nicolas II e de sua familia, eliminando assim toda a dinastia Romanov. O governo rapidamente tomou as terras e os meios de produção, reorganizando o Estado, formando cooperativas para que pudessem dar a volta por cima, acabar com a fome, miséria e atingir o crescimento economico. Assim que tomaram o poder, imediatamente retiraram a Rússia da guerra, através do tratado de Brest-Litovsk. Após as turbulências, fundaram em 1922 a Unição Soviética, que incluia, alem da Russia, outros países eslavos, como Estônia, Letônia, Lituânia, Belarus, Ucrânia, Moldova, Geórgia, Armênia e Azerbaijão. No continente asiático, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão compuseram o território soviético. 

          * Gestão Lenin: Lenin em sua gestão acalmou os animos da revolução, centralizando o foco no desenvolvimento economico. Enquanto organizava o Estado internamente, externamente abriu a economia da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) para o capital extrangeiro. Apesar de impopular entre os socialistas, serviu como base para o desenvolvimento de tecnologias e rapido enriquecimento do Estado soviético, podendo assim investir no sistema socialista interno. Enquanto o Estado mantinha controle sobre bancos e industrias, estimulava o comércio e a liberdade economica do povo, achando rapidamente o caminho para o desenvolvimento economico. A gestão de Lênin foi curta, visto que em 1924 ele foi vitima de uma arteriosclerose cerebral, com apenas 53 anos. Seu favorito a sucessão era o ministro das Relações Internacionais, Leon Trotsky, um dos pensadores e filosofos da revolução. Porém, com uma épica puxada de tapete, assumiu o poder Joseph Stalin, ministro das nacionalidades e secretário do partido. Trotsky era uma das cabeças da revolução enquanto Stalin cuidava da parte burocrática. Suspeita-se que Stalin, sabendo da preferência de Lenin à Trotsky, teria provocado a morte de Lenin. E, também, assassinado a maioria dos membros da cupula do Partido que eram favoraveis a Trotsky, posteriormente, assassinando, inclusive, o próprio Trotsky enquanto fugia de Stalin pelo mundo, sendo assassinado no México em 1940. A diferença de pensamento entre ambos era que Trotsky acreditava que era necessário divulgar o socialismo para o mundo enquanto Stalin acreditava na necessidade primeiramente de consolidar a URSS.

          * Gestão Stalin: Stalin assumiu em 1924, após prender e matar quem fosse contra sua posse, exilando vários outros, como Trotsky, antes de matá-lo. Stalin, na questão economica, atingiu o êxito dando continuidade a política leninista, transformando a URSS na maior potência mundial até a década de 1980. No entanto, transformou a URSS numa ditadura, espalhando terror a seus opositores, criando inclusive campos de concentração para prender seus inimigos e opositores. Distorceu completamente a teoria marxista, leninista e trotskysta de socialismo, criando a sua propria vertente, o Stalinismo, baseado no militarismo e repressão. O mundo tremia de medo da URSS e de Stalin até a sua morte em 1953.

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FASCISMO ITALIANO (1919)

      O fascismo surgiu de um movimento político e ideológico surgido na Itália após a 1ra Guerra Mundial. Após a unificação de 1871 a população ainda tinha descontentamentos relacionados a forma como era governado o país e a pobreza que o povo alcançara no pós-Guerra. Contribuiu significativamente para a união da classe trabalhadora contra a monarquia parlamentarista o jornal "Avanti!" do jornalista Benito Mussolini. Houve a formação do partido dos trabalhadores italianos, "il Fascio", como era chamado o Partido Nacional Facscista (porque o simbolo do partido era uma machada e um facho de lenha, representado o trabalho). Rapidamente suas ideias tomaram as massas até que ocorreu então a chamada "Marcha sobre Roma", em 28/10/1922, onde os fascistas deram um golpe de Estado nomeando Benito Mussolini como primeiro ministro, fazendo com que ele comandasse o país a partir dali. A partir de 1925 começou a ditadura fascista, perseguições, torturas e mortes dentro da Itália e, posteriormente, a aliança de Mussolini com Hitler que deram causa à 2da Guerra Mundial.

CRISE DE 1929

      A crise de 1929 foi caracterizada pela quebra da Bolsa de valores de Nova Iorque. Durante a 1ª Guerra os Estados Unidos enriqueceram se tornando o país mais rico do mundo naquele momento devido a todo o comercio que movimentou durante o conflito. Vendiam armas, suprimentos, medicamentos e até alugavam pilotos e aviões (como para a França). Este enriquecimento deslumbrou o povo estadunidense que passou a prosperar financeiramente e, consequentemente, gastar os valores que ganharam e praticarem a especulação financeira (compra e vendas de ações). As industrias passaram a produzir ininterruptamente durante os 10 anos conseguintes. No entanto, o mundo estava em crise financeira e a industria estadunidense não tinha para quem vender tanta produção, este fator fez com que a Bolsa de Valores quebrasse (falisse). Pessoas que eram milionárias passaram, da noite para o dia, a precisar, inclusive, de auxilio até para se alimentar. Assim aplicaram, nos EUA, políticas públicas socialistas (no centro do capitalismo internacional) onde passaram a distribuir comida aos pobres, moradia, seguro desemprego e outras medidas, além da criação do Crédito, possibilitando com que as pessoas se recompusessem financeiramente aos poucos.

NAZISMO ALEMÃO (1933)

      O fascismo e a crise de 1929 foram determinantes para os rumos que a Alemanha tomou no pós-guerra, além de, claro, todas as penalizações sofridas pelo Tratado de Versalhes, tidas pelos alemães como humilhações. Os alemães estavam extremamente descontentes com o sistema vigente desde a unificação de 1871. Temiam que seu país se tornasse comunista e parte da União Soviética. E, por último, desconfiavam do capitalismo devido aos resultados da crise de 1929. Dessa forma, pensaram uma nova forma de organização do Estado e de governo, baseando-se no fascismo italiano, porém, com diferenças, como, por exemplo, a ideia de superioridade da raça ariana, a perseguição a judeus, ciganos, negros, gays e deficientes e ainda o expansionismo, onde passaram a invadir países vizinhos alegando que o povo pedia a sua presença e com propósito de espalhar por toda a Europa seus ideais.

          Porém, a história do nazismo se dá antes da ascensão de Hitler ao posto de Chanceler em 1933. Em 1919 Hitler se tornou membro do Partido dos Trabalhadores Alemães, que ele ajuda a dissolver e transformar no NSDAP (Partido Nazi - de nacionalista). Em novembro de 1923 Adolf Hitler acaba preso por tentar um golpe de Estado (Putsch da Cervejaria) e na prisão escreveu a obra de sua vida, o "Mein Kampf" (Minha Luta). Foi solto um ano depois e em 1926 se tornou o lider supremo do NSDAP, já aplicando suas ideias expostas no seu livro, onde expressava seu antissemitismo, anticapitalismo, anticomunismo, antimarxismo, racismo e nacionalismo. Em 1929 a quebra da Bolsa de Nova Iorque agrava muito a crise na Alemanhã e isso fez com que em 1930 o Partido de Hitler obtivesse, nas eleições nacionais, a grande maioria dos votos e popularizando de vez o livro de Hitler. Em 1933 Hitler se torna chanceler da Alemanha nomeado pelo presidente Hindemburg. Com a morte do presidente em agosto de 1934, Hitler se autoproclama chanceler e presidente, o "Fuher" (grande lider nacional, um verdadeiro imperador) e passa a investir pesado no exército para começar a por seu plano expansionista em prática.

            A Alemanha passou a formar grandes campos de concentração onde aprosionavam e faziam trabalhar como escravos todos aqueles que perseguiam política e ideologicamente, principalmente judeus. A raiva em cima dos judeus se dava, dentre outras coisas, por serem muitos deles banqueiros e pessoas que detinham riquezas, mesmo em meio a uma Alemanha em crise. Assim, atribuiam a desgraça do país também à estes "invasores" que seriam "amaldiçoados" e só queriam sugar o povo alemão, fazendo com que os arianos puros estivessem passando dificuldade.

           Como a Alemanha enfrentava problemas financeiros e não tinha sequer dinheiro para armar e valorizar seu exército, passaram a aplicar uma série de golpes financeiros, desde falsificar dinheiro e apólices bancárias de diferentes lugares, como a Inglaterra e França, fazendo com que estes países sofressem com golpes financeiros milionários, golpes estes que destinavam todo o dinheiro para a Alemanha de Hitler que rapidamente enriqueceu.

REGIMES TOTALITÁRIOS

            Com a ascenção de Mussolini na Itália e de Hitler na Alemanha começou, então, a onda dos chamados regimes totalitários que se espalharam, não só pela Europa, mas, pelo mundo. À exemplo o Império Showa no Japão, o salazarismo em Portugal, o General Franco na Espanha e, no Brasil, o Estado Novo de Getúlio Vargas. Esses países assinaram pactos durante a década de 1930 que fizeram com que, com os movimentos expansionistas alemães, estourasse em 1939 a 2ª Guerra Mundial.

Salazarismo em Portugal: Em 1933 foi fundado em Portugal o chamado Estado Novo, regime totalitário idealizado e liderado pelo político Antônio Salazar. Portugal sofrera fortemente com a crise economica no pós-guerra fazendo com que políticos apoiadores de Mussolini tomassem força, desta forma Salazar conseguiu com que suas ideias tomassem força e, posteriormente, o poder, em um regime totalitário, aristocratico, repressivo e corporativista, perdurando até 1974, quando o regime foi derrubado por uma revolta popular e a democracia fora restaurada.

Guerra Civil Espanhola 1936: Na espanha ocorreram eleições e o partido socialista venceu o pleito. Hitler sabendo do ocorrido e com medo de uma aliança espanhola com a URSS resolveu então financiar a volta das tropas espanholas comandadas pelo General Francisco Franco que se encontravam em missão nas colonias espanholas na África. O Exército de Franco retornou e tomou as ruas com o apoio de Hitler. Os apoiadores do partido socialista e outros civis pegaram em armas e saíram às ruas para enfrentar o exército. Após a morte de cerca de 500 mil pessoas as tropas de Franco venceram o conflito e ele assumiu o comando da Espanha, ficando no poder até a sua morte, em 1975.

ERA VARGAS

O período que iremos falar no texto então engloba o primeiro governo Vargas - o Provisório (1930-1934), o Constitucional (1934-1937) e o Estado Novo (1937-1945). Getúlio Vargas, para os brasileiros e os historiadores, teve várias interpretações. Para muitos era considerado
modernizador, centralizador, autoritário, um fervoroso nacionalista, progressista e “Pai dos Pobres”. Já para outros era oportunista, ditador intervencionista e amigo das elites. Dentre tantas definições e tantas coisas que se passaram por seus governos, é complicado defini-lo com tanta parcialidade, como uma verdade, uma definição absoluta. O certo é que no meio de tantos problemas como os internos (partidários), os problemas internos do próprio Governo e os problemas com a oposição levaram Vargas a um tabuleiro de xadrez onde ele conseguiu fazer jogadas precisas para que sua permanência fosse garantida e ao mesmo tempo suas pretensões como governante fossem alcançadas. Getúlio assume a presidência num cenário político embaraçado, com a revolução de 1930, que tirou Washington Luis do poder, organizada pelos tenentistas. Após a vitória de Julio Prestes nas eleições, mantendo a alternância do poder entre governantes mineiros e paulistas, João Pessoa, paraibano que havia concorrido as eleições como vice de Getúlio Vargas – ex-ministro da fazenda e representante da Aliança Liberal nas eleições para a presidência da República – e ex-governador da Paraíba, é assassinado por motivos políticos após as eleições, trazendo a indignação geral da Aliança Liberal que se alia aos tenentistas e juntos depõe o então presidente Washington Luis, instaurando o Governo Provisório e colocando Getúlio Vargas no comando do Brasil. A Aliança Liberal pretendia ganhar as eleições por meios legais, mas como sempre as eleições foram uma farsa, com votos impostos por coronéis de SP e MG, que queriam o governo voltado para seus interesses como sempre, e somado a isso a morte de João Pessoa fez com que todos fossem a favor do golpe de Estado. Assim decidiram fazer a revolução “antes que o povo a fizesse”, conforme diziam os liberais e tenentistas. Durante a revolução, o foco da resistência foi todo praticamente em São Paulo, facilitando assim a vitória do exército brasileiro, que assim como o povo, queria Getúlio na presidência para acabar de vez com a política do café com leite, pois o país precisava tirar o foco da dependência econômica do café, que vinha em queda. Logo que assume, Getúlio começa a viver os desconfortos com os tenentistas, que tinham pensamentos próprios de como deveria ser montado o governo e divergiam das ideias dele. Esses desconfortos políticos acabaram sendo dissolvidos aos poucos por Vargas que soube lidar com a situação. Alguns tenentes saíram do governo, alguns poucos fizeram parte de movimentos radicais e a sua grande maioria se aliou ao governo. Os confrontos externos também eram comuns, principalmente em São Paulo, onde, segundo FAUSTO, Getúlio maltratou a elite, que era acostumada a ser a mais amaciada pela política do café desde 1889. Esses problemas com a elite paulista acabaram dando vazão para a revolução de 1932 (também conhecida como revolução constitucionalista), onde São Paulo luta praticamente sozinha e é rapidamente dissolvida pelo governo federal. O objetivo era derrubar a ditadura Vargas e implantar um novo regime democrático. A ideia da revolução foi absorvida pelo governo, apesar da derrota dos revoltosos, e acaba por interromper o Governo Provisório, fazendo com que Getúlio convocasse eleições para montar uma Assembleia Constituinte, que por sua vez teria a função de aprovar uma nova constituição, que foi posta em prática em 1934. Esta, que vem a ser a terceira constituição da história do nosso país, aprovou algumas medidas que foram fundamentais para a vida política de Vargas e que o fizeram ser a figura marcante e emblemática que foi, como:
- Jornada de trabalho de 8hs diárias;
- Férias Remuneradas;
- Assistência Social;
- Sindicalização;
- Folga semanal obrigatória;
- Igualdade de salário entre homens e mulheres;
- Criação da Previdência Social;
- Ensino Primário gratuito;
- Foi instituído o voto secreto, acabando de vez com o voto de cabresto (àquele imposto pelos coronéis), entre outras.
Uma das principais diferenças nesta constituição é que assegurava o fortalecimento do governo central, retirando a autonomiafinanceira dos Estados. Fortalecia o governo federal nas intervenções e controle do
desenvolvimento econômico, social e político do Brasil em sua totalidade, ou seja, federalizou o governo,
descentralizando da região do café.
Após as eleições, Vargas vence, formando o período denominado Governo Constitucional, que se estende até
1937, a partir de 1934.
No que tange a economia, o Brasil começa a produzir escalas maiores de café do que o mercado consumidor
comprava. Então o Governo Vargas, inteligentemente, instaura a política de queima do café, onde o produto era
utilizado até como combustível das locomotivas movidas a vapor, no lugar do carvão. O governo comprava o café dos
agricultores e queimava para regular a oferta no mercado internacional.
Outro fator importante foi o incentivo do governo na produção do algodão. Neste momento de crise o algodão
foi uma ótima alternativa para aliviar a tensão nas exportações. A produção do algodão no Brasil recebeu um grande
incentivo internacional, principalmente com o fortalecimento do governo Alemão, nas mãos de Adolf Hitler, que

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começou a comprar em grande escala o algodão brasileiro para a produção, principalmente, de tecidos e uniformes
militares. Esses fatores impulsionaram a industrialização no Brasil porque com a crise mundial, o “mil réis” brasileiro
estava totalmente desvalorizado, obrigando o governo a começar a industrializar sua matéria prima. Então sem
importação, o governo começa a incentivar e fortalecer a produção interna de bens industriais.
O governo toma como medida, também, o estancamento da importação de mão de obra estrangeira, com
exceção da mão de obra japonesa, da qual o Brasil importava tecnologia, principalmente agrícola. No seu lugar, a
indústria começa a utilizar a mão de obra daquela fatia da população que vivia desempregada, além dos imigrantes das
regiões norte e nordeste que vinham seguidamente para região centro-sul, principalmente nas áreas da construção civil e
industrial.
Algumas das reformas implantadas a nível federal foi o Ensino Técnico Profissionalizante, onde capacitava
profissionalmente os trabalhadores que necessitavam qualificar sua mão de obra para exercer suas funções na indústria e
na construção. Também foi investido na melhora da qualidade de ensino escolar e como medida foi padronizado o
ensino nos níveis secundário e universitário.
Essas questões acabam liquidando com a possibilidade de existência de um sindicato autônomo, de uma
organização trabalhista. As medidas de Getúlio eram feitas autoritariamente, de cima pra baixo, e deveriam ser
uniformes em todos os pontos e todos os lugares, conforme ele havia dito, como era seu estilo. Isso começou a
incomodar alguns setores da política brasileira e desembocou em movimentos sociais onde dois tiveram mais expressão:
o de extrema direita, a Ação Integralista, e o de esquerda, a Aliança Nacional Libertadora que contava com a
corroboração do PCB.
A Ação Integralista Nacional era inspirada no fascismo, com liderança de Plínio Salgado (jornalista e político
paulista). Suas ideologias eram nacionalistas, totalitárias, eram adversários da democracia e acreditavam num regime
político sustentado por um partido único. Também pensavam na segregação racial e religiosa, como era a ideia do
fascismo europeu. Eles apoiavam Getúlio na esperança de que ele viesse um dia a implantar seu regime político
integralista. Getúlio deu esperanças a eles até a implantação do Estado Novo, quando acabou com a esperança desse
movimento de participar ativamente do governo, que acaba se marginalizando e tentam um golpe de estado sem
sucesso. Acabam depois disso perdendo o poder e respeito que tinham no cenário político nacional.
Já a ANL tinha táticas diferentes, usavam de enfrentamentos e chocavam de frente contra o governo na
pretensão de ser uma grande frente popular contra o governo Vargas e lutavam por grandes reformas no país. O governo
fechou a ANL, aplicou uma legislação repressiva ao comunismo através da Lei de segurança Nacional e colocou os
comunistas na ilegalidade. Para evitar que um golpe comunista viesse a ter sucesso, lança nas ruas panfletos com o
chamado Plano Cohen, inventado pelo governo, onde diziam que quando os Comunistas assumissem o poder, feririam a
moral dos brasileiros e de suas mulheres (segundo o plano, os comunistas estariam livres para estuprar as mulheres
podendo sair impunes) entre outras inúmeras bobagens divulgadas. O governo então classifica o movimento de
Intentona Comunista (ou seja, uma loucura comunista, insanidade). E para extinguir de vez os comunistas, lança uma
repressão a nível nacional ao instalar um regime totalitário e repressivo. Isso ocorre em 1937 através do golpe de Estado
dado por Vargas que instala o Estado Novo, ao fechar a assembleia com apoio dos militares. Sem resistência alguma, é
instalada a Ditadura Vargas, através da constituição de 1937 – chamada de “A Polaca”, por ser inspirada na constituição
polonesa, portanto, fascista.
Entre tantos pontos importantes do período do Estado Novo, os principais seriam:
- Criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda – “A hora do Brasil”). “ O DIP controla o país e o Império
da Censura”, através do rádio, do cinema, dos jornais e do teatro para enaltecer as façanhas de Getúlio e do Estado
Novo.
- Criação do DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social - repressão), comandado por Filinto Muller, um militar,
germanófilo e nazista brasileiro. Foi responsável pela exportação e tortura de vários comunistas brasileiros, incluindo o
caso Olga Benário e a prisão de Luis Carlos Prestes.
- Criação da CSN (Cia. Siderúrgica Nacional).
- Criação do CNP (Conselho Nacional do Petróleo).
- Criou a Consolidação as Leis Trabalhistas, em 1943 (CLT).
- Criou as FEB (Forças Expedicionárias Brasileiras), enviadas para combate na 2ª Guerra Mundial.
- E também o Peleguismo¹ (cooperativismo – intervenção nos sindicatos), foi característico desse período.
Até 1941, Getúlio se mostrava simpático a alemães e italianos, muito por causa do algodão que era comprado há
alguns anos, porém deste ano em diante começa a se inclinar a favor das forças democráticas internacionais por motivos
óbvios, afinal, o Brasil está num mundo ocidental, num território paralelo aos Estados Unidos, principal líder do
movimento democrático internacional, fugir desta vertente seria um verdadeiro suicídio brasileiro. Então, Vargas, em
1944, oficializa seu apoio as forças democráticas, já nos cursos da 2ª Guerra Mundial. As investidas alemãs contra a
marinha brasileira estancam de vez as relações germano-brasileiras e obrigam o exército brasileiro a criar as FEB, para
defender a honra e a moral brasileira, muito pressionados, os militares e o governo, pelo povo a dar uma resposta contra
a morte dos brasileiros que estavam nos navios atacados pelos alemães.
Daí em diante o Estado Novo começa a entrar em colapso, os fatores externos são determinantes acerca de que
como o Brasil diante do mundo apoiava as forças democráticas e internamente vivia um regime totalitário e
antidemocrático? A ideia de democracia se fortalece entre o povo brasileiro, a intervenção do povo nas decisões do
governo eram defendidas por toda a população. Getúlio se mostrou sensível a essa situação, porém, resolve se apoiar

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naquele setor de trabalhadores que o apoiavam desde 1930 e, liderado por Hugo Borghi, começa o movimento chamado
“queremismo”, que tentava a permanência de Vargas no poder, pelo menos, até a formulação de uma nova constituição
e a realização de eleições onde Vargas poderia se candidatar.
Essa mobilização desagradou os militares e os demais articuladores do Estado Novo. Então Getúlio é deposto
por aqueles mesmos que o colocaram no poder. O golpe de Estado é dado com a liderança de Góes Monteiro, Osvaldo
Farias e Eurico Gaspar Dutra. Prontamente é liberada a criançao de partidos políticos, proibida durante o Estado Novo, e
surgem o PTB (sindicalistas apoiadores do Vargas), PSD (formado em sua maioria por banqueiros) e a UDN (formado
por militares antivarguistas).

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